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29.03.2007
29 de março, aniversário de Curitiba

Os nativos tupi-guaranis referiam-se à exuberante floresta de araucárias como Curii Tiba, ou seja, pinheiral. Para celebrar os 314 anos de Curitiba, selecionamos algumas lendas da região.

Entre os curitibanos circulam lendas e causos que mexem com o imaginário de muitas gerações. A maioria delas surgiu quando a cidade ainda era pequena, e as pessoas se reuniam para contar histórias e passar o tempo. A fórmula das histórias é basicamente a mesma, com fantasmas, espíritos e muito mistério, dando assim um toque especial ao cotidiano dos curitibanos. As lendas e causos estão ligados a cemitérios e aos túneis espalhados pelos subterrâneos da cidade.

A lenda de Nossa Senhora da Luz
Haveria uma imagem de Nossa Senhora da Luz, localizada na capela do primeiro vilarejo da região, a Vilinha, ainda às margens do Rio Atuba, Curitiba. Todas as manhãs esta imagem estava voltada para uma certa direção. Interpretando como uma vontade da Santa, foi feito um contato com o cacique dos índios tingüi, o cacique "Tindiquera". Este teria localizado o novo local e colocado uma vara no chão, dizendo "Coré Etuba", com o significado de "muito pinhão". Desta vara teria brotado uma frondosa árvore, sendo este o marco zero da cidade de Curitiba.

A Lenda da Capa Preta
Um homem dançou a noite inteira com uma morena num baile. Na hora de deixa-la em casa, esqueceu uma capa preta com ela. No dia seguinte, foi buscar o acessório, quando foi recebido pelos pais da garota. Eles informaram, que a mulher estava morta há muito tempo e mostraram uma fotografia. Era exatamente a mesma pessoa com quem tinha dançado. Não satisfeito, foi acompanhado dos pais da morena até o cemitério onde está enterrada – São Francisco de Paula. A capa preta estava em cima do seu túmulo.

A Lenda da Mansão do Batel

Conta a lenda que no ano de 1950, uma mulher muito bonita pegou um táxi para percorrer vários lugares da cidade. Depois, ordenou ao taxista que se dirigisse para uma mansão no Batel. Ela entrou na casa e pediu para o motorista esperar do lado de fora, pois havia esquecido a carteira e iria pegá-la. O taxista, enquanto esperava, notou uma movimentação dentro da mansão. Aguardou meia hora, quando resolveu procurar a mulher. Bateu a porta e ninguém atendeu. Entrou na casa e notou que havia muitas pessoas em um velório. O motorista ficou procurando a cliente entre as pessoas que estavam ali. Ele aproveitou deu uma olhada no caixão. O defunto era a mesma mulher que, pouco tempo antes, estava dentro do táxi.



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