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10.07.2007
Contos, lendas e fábulas provocam no jovem a vontade de
construir um mundo melhor

Despertar por meio de histórias o encorajamento, a confiança em si mesmo e a vontade de transformação social foi o principal tema abordado durante a palestra “A comunicação através da história e o poder de transformação pessoal e social”, realizada nessa sexta-feira (06 de julho), durante a 6ª Mostra de Ação Voluntária.

Martha da Cunha e Rossane Lemos, integrantes da organização não-governamental Casa do Contador de Histórias, expuseram o processo que os contadores usam e o objetivo da ONG. Para elas, quando os contadores atuam, despertam mudanças, porque agem no inconsciente de quem os escuta. Os símbolos e imagens apresentados durante a exposição de contos, lendas e fábulas provocam a vontade de transformação. Segundo Martha, as histórias resgatam valores, sonhos e são dirigidas aos “viciados de todo tipo, como os que sofrem de mau humor, as pessoas com vazio interior não preenchido e as vítimas do fracasso no modelo educacional”.

Cada história carrega em si um modelo que se liga à vida de quem as escuta de forma particular. Por isso, as palestrantes lembraram que “a história não dá ao outro aquilo que ele não tem, mas desperta o que há de mais íntegro e verdadeiro dentro dele”. Ou seja, quando há o despertar do ser social presente em cada ser humano, a vontade de transformar é transferida para o que há em redor e contribui “para a construção de um mundo melhor”.

Jovens
Uma das experiências que demonstram esse despertar acontece no Centro de Socioeducação Joana Miguel Richa, em Curitiba, que abriga meninas em conflito com a lei. A vice-presidente da Casa do Contador de Histórias, Heidy de Oliveira, lembrou que inicialmente as adolescentes não aceitavam bem a atuação do grupo, mas com o tempo foram gostando das histórias e hoje interagem com os contadores durante as apresentações. Há toda uma forma própria de se contar uma história para os jovens, segundo Martha. “As histórias têm que mostrar-se ligadas ao cotidiano deles, além de serem úteis para suas vidas”.

Matéria publicada no site da Ciranda.

Eloísa Parachen
Estudante de Jornalismo e participa da revista Viração (www.revistaviracao.com.br) no Paraná.




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