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27.08.2007
Voluntários fazem curso de aprimoramento

De 3 a 5 de agosto, voluntários da Casa do Contador de Histórias se reuniram no curso de aprimoramento “A construção do personagem e a contação de histórias”, ministrado pelo professor Luciano Maykot Mateus.

O curso de 16 horas de duração foi eminentemente prático. Os voluntários construíram personagens e trabalharam atitudes físicas típicas dos quatro temperamentos humanos (sangüíneo, fleumático, melancólico e colérico), exercitando a intenção, intensidade e qualidade do movimento, bem como as polaridades dos temperamentos. Foram trabalhados pequenos textos de Shakespeare, que serviram como pano de fundo para compreender e exteriorizar as nuances envolvidas na composição do personagem.

Essa formação é fundamental para que os voluntários participem de eventos e espetáculos promovidos pela Casa e no dia-a-dia das histórias, permitindo que a contação seja feito com mais conhecimento de causa e profundidade, auxiliando a potencializar o efeito das histórias contadas.

Segundo Samira Leme, voluntária da casa, o curso foi intenso e desafiador: “Fui provocada a me expressar de forma diferente de como me expresso. Em termos da contação de histórias, possibilitou que eu percebesse que o gesto reveste a palavra, e que ele nasce no interior de cada um, revelando seu próprio ritmo e melodia - é vibração, energia. Assim, cada um pode experienciar diferentemente uma mesma história”.

Para Regina Utime, também voluntária da Casa, o curso auxiliou também no autoconhecimento e profissionalmente. Regina é veterinária homeopata, e disse que o conhecimento sobre características e manifestações físicas dos temperamentos vai ajudá-la a tratar dos animais sob seus cuidados.

Para Júlio César Daru, “os exercícios dramáticos para desenvolver a expressão corporal, gestual e vocal foram muito envolventes: impossível não mergulhar nas vivências. Foi incrível sentir as mudanças anímicas, pessoais e do grupo, nas atividades envolvendo os quatro elementos e os quatro temperamentos. Fiquei contente de perceber o potencial imenso que pode ser desenvolvido e aprimorado na arte de contar histórias. Como é bom aprender coisas novas e jeitos diferentes de fazer as coisas. Foi muito bom!”




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