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A bolsa, a bolsinha e a bolsona

Era uma um menino que morava numa aldeia bem pequena. Um dia, o pai o mandou à cidade grande, comprar um remédio. Era a primeira vez que ele saía para tão longe, por isso o pai recomendou:

– Filho tome o dinheiro para o trem, mas guarde-o sempre nesta bolsinha. Só tire da bolsinha as notas que precisar e nunca deixe aberta.

O menino guardou bem aquelas palavras, pegou a bolsinha com o dinheiro e foi se despedir da mãe. A mãe olhou a bolsinha e achou que não era segura. Pegou outra, maior, e ensinou ao garoto:

– Meu filho, leve a bolsinha dentro da bolsa. E nunca deixe aberta.

O menino prometeu obedecer e foi se despedir da avó. A avó precavida achou melhor dar-lhe uma bolsa maior ainda e explicou:

– Meu neto ponha sempre a bolsa com a bolsinha dentro da bolsona. E nunca deixe aberta!

O menino ouviu tudo com atenção e foi embora pegar o trem. Chegando ao guichê onde se comprava o bilhete, abriu a bolsona e tirou dela a bolsa. Fechou o bolsona e abriu a bolsa. Tirou a bolsinha, fechou a bolsa, abriu a bolsona, guardou a bolsa, fechou a bolsona. Então abriu a bolsinha, tirou uma nota de dez e fechou a bolsinha. Abriu a bolsona, tirou a bolsa, fechou a bolsona, abriu a bolsa, guardou a bolsinha, fechou a bolsa, abriu a bolsona, guardou a bolsa, fechou a bolsona. Só então deu dinheiro para o funcionário do guichê. Mas este não quis dar o bilhete:

– O preço é doze, rapazinho.

O menino, então, abriu a bolsona, tirou a bolsa, fechou a bolsona, abriu a bolsa, tirou a bolsinha, fechou a bolsa. Abriu a bolsona, guardou a bolsa, fechou a bolsona. Abriu a bolsinha e deu a outra nota para o funcionário que lhe devolveu o troco. O menino para guardar o troco abriu a bolsona, tirou a bolsa, fechou a bolsona, abriu a bolsa, guardou a bolsinha, fechou a bolsa, abriu a bolsona, guardou a bolsa e fechou a bolsona, o trem passou e ele… Perdeu o trem!

 

Autor desconhecido

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