As três peneiras

Dona Flora foi transferida de sessão na fábrica onde trabalhava. Para fazer média com o novo chefe, logo foi dizendo:

– Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito da Zefinha… – nem chegando a terminar a frase.

– Espere um pouco, Dona Flora. O que vai me contar já passou pelas três peneiras? – perguntou o chefe.

– Três peneiras? Que peneiras?

– A primeira é da VERDADE, você tem certeza que esse fato é absolutamente verdadeiro?

– Não, como posso? O que sei foi o que me contaram, mas acho que…

– Então essa história já vazou na primeira peneira. Vamos à segunda, que é a da BONDADE: o que vai me contar é alguma coisa que gostaria que os outros dissessem a seu respeito?

– Claro que não, Deus me livre!

– Então, essa história, vazou na segunda peneira. Vamos ver a terceira, que é a da NECESSIDADE: a senhora acha mesmo necessário contar-me o fato ou mesmo passá-lo adiante?

– Não chefe. Passando pelo crivo das três peneiras, vi que não sobrou nada do que eu ia contar.

Já pensaram como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem sempre as 3 peneiras? Da próxima vez em que surgir um boato por ai passem-no pelo crivo da verdade, da bondade e da necessidade antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante.

Autor desconhecido

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